Resenha: O Jogador n°1 !!!

Temos o orgulho de inciar a nossa nova seção de livros com a belissíma resenha de O Jogador nº 1, escrita pela nossa amiga Karol do blog literatura-pop.blogspot.com/

Para gamers, geeks insanos, adoradores dos anos 80 e nerds de todos os tipos!
Eu sempre fui “meio gamer”. “Meio” porque não jogo Winning Eleven, nem Fifa, nem Pro Evolution. Jogos de esportes em geral não são a minha praia. Mas se você me der um Final Fantasy – qualquer deles –, eu saio da realidade e consigo ficar por horas deitada no sofá jogando. Adoro uma boa luta no estilo Mortal Kombat, gosto de jogos de aventura, como Ultimate Alliance, e amo o bom e velho Guitar Hero. Ah, e fui por anos uma doida viciada em Ragnarok Online – jogava de Sniper e arrasava, diga-se de passagem.

Logo, quando passei na livraria e vi “Jogador nº 1” a atração foi fatal e irresistível. O livro se passa num futuro não muito distante em que a crise energética com o esgotamento do petróleo deixa a humanidade em uma situação deprimente. Muitas pessoas estão desempregadas e passam fome, as que têm onde morar vivem em cubículos com várias outras pessoas ou em trailers, na mesma situação. Com a condição catastrófica do planeta, grande parte das pessoas se refugia no OASIS, um mundo digital no melhor estilo Second Life (lembram disso?) onde as pessoas vivem na realidade que bem entenderem, do modo que bem entenderem.

O OASIS passa a fazer parte da vida das pessoas e grande parte prefere viver sua vida online a encarar o que a realidade tem para oferecer. E mais: é gratuito e irrestrito. Você não precisa de dinheiro para entrar no OASIS e qualquer pessoa pode brincar, basta ter acesso à Internet. Com o sucesso da plataforma, empresas “do mal” tentam comprar o servidor, com o intuito de cobrarem pelo acesso mensal, divulgar publicidade online, e etc. Porém, o geek criador do game não quer que isso aconteça e, antes de morrer, cria uma gincana para definir quem será seu herdeiro. Com a morte do seu criador, a fortuna do mestre e o controle do OASIS ficam travados até que um jogador esperto o suficiente consiga resolver os enigmas e desbloquear a fortuna bilionária e o controle do jogo.

E é nesse panorama que conhecemos Wade, 17 anos, acima do peso, gamer insano e pobre. Wade é um dos caçadores do tesouro escondido no OASIS e sua vida muda drasticamente quando ele descobre a primeira pista do grande enigma. Com tal descoberta, o avatar de Wade, Parzival, vira celebridade instantânea: todos querem que ele assine produtos, dê entrevistas, faça comerciais e mais, todos querem saber quem é o player por trás de Parzival, informação que Wade esconde com unhas e dentes. Nessa situação inicia-se uma caçada dentro da caçada, com o “lado negro da força” perseguindo Wade tanto dentro quanto fora do jogo para impedi-lo de chegar primeiro à fortuna e impedir que o OASIS seja controlado pelas empresas “do mal” que eu comentei lá atrás.

O livro é eletrizante. Não dá pra parar de ler e todas as dicas e enigmas são baseados na cultura pop dos anos 80. Pode se preparar pra ler muito sobre Dungeons & Dragons, Ultraman, Atari, Curtindo a Vida Adoidado, Rush, Star Wars, Star Trek etc, etc, etc. E o autor também capricha na descrição dos diversos mundos dentro do OASIS e seu efeito “sugante” na humanidade. As pessoas simplesmente não vivem suas vidas mais, preferem passar o tempo todo em uma realidade virtual e isso acontece com vááários adolescentes na nossa vida real também, vocês tem noção da quantidade de pessoas que vivem nessa vida vegetativa hoje em dia? São muitas! Ragnarok, World of Warcraft e jogos do tipo são os precursores do OASIS e, se as coisas seguirem no ritmo que estão, logo teremos um simulador de realidade potente nesse nível à nossa disposição. Imaginem como será o futuro desse jeito. Não sei se será bom ou ruim, mas diferente vai ser, afinal, tem gente que jamais conseguirá jogar com moderação.

Enfim, isso são apenas devaneios. Para ser objetiva: o livro é ótimo! É voltado pra galera que tem mais de 30 e que viveu nos anos 80 sua adolescência, meninos em especial. Porém, a geração anos 90\2000, à qual eu pertenço também apreciará a história. Eu garanto!

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